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CREMOS NA RESSURREIÇÃO DE JESUS “Eu sou a Ressurreição e a Vida” (Jo 11, 25)


Amados irmãos e irmãs no Senhor, a Ressurreição é o ponto fundamental da nossa fé cristã. O Catecismo da Igreja Católica diz: “Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. Tal como a d'Ele, também a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade: ‘Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós’” (Rm 8, 11; CIC 989). Portanto, nós cremos e professamos com todo o nosso coração a certeza de que Jesus está vivo e de que Ele ressuscitou dos mortos. “A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crer nela que somos cristãos” (Tertuliano, De resurrectione mortuorum 1, 1: CCL 2, 921; PL 2, 841).

A Bíblia nos mostra que a ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1Jo 1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo São Paulo apareceu a mais de 500 pessoas (1 Cor 1 Cor 15, 3-8) e a Tiago (1 Cor 15,7). “Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. “Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14, 9). No Apocalipse, João afirma: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado foi marcante e inesquecível: Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco! Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: Tendes o que comer? Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles” (Lc 24, 34ss).

Meus irmãos, no mundo em que vivemos há muitas confusões religiosas, há muitas pregações, há muita mistura de elementos religiosos que não são compatíveis com a nossa fé cristã. Não podemos nos alimentar nem nos enganar com elementos que são estranhos à nossa fé e à nossa convicção religiosa. Se existem coisas boas em outras convicções religiosas – que bom – mas não nos cabe misturar elementos estranhos à nossa fé. Não podemos crer em Cristo vivo e ressuscitado e, ao mesmo tempo, também comungar de alimentos, de elementos, de sentimentos, de outras convicções religiosas que não pregam a ressurreição de Jesus. Precisamos nos cuidar, temos que ser convictos naquilo em que cremos e precisamos dar razões a nossa fé! Nós amamos a todos, queremos bem a todos, mas não comungamos dos pensamentos e dos sentimentos religiosos que não convêm à nossa fé. Nós cremos na ressurreição, assim como Jesus ressuscitou nós também ressuscitaremos!

A Ressurreição de Jesus é o ponto fundamental da fé cristã, como afirma São Paulo: Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também” (1 Coríntios 15, 13).Diz Santo Agostinho: “Não é grande coisa crer que Jesus morreu; também os pagãos o crêem, também os judeus e os condenados; todos o crêem. Mas a coisa realmente grande é crer que ressuscitou. A fé dos cristãos é a ressurreição de Cristo”. O nosso Catecismo nos alerta: “Ser testemunha de Cristo é ser testemunha da sua ressurreição” (CIC 995).

Celebrar a Páscoa é ir ao encontro de Jesus ressuscitado. Vamos ao Seu encontro nos irmãos, especialmente na partilha com os mais pobres, acolhemos Sua palavra viva, lida da Sagrada Escritura e proclamada na liturgia. Sabemos que Ele permanece conosco quando nos amamos uns aos outros. Ele está vivo na Igreja, quando se expressam os sucessores dos apóstolos. O buscamos na maior exuberância de Sua presença, que é a Eucaristia. Esse é nosso documento de identidade!

Com o necessário respeito à liberdade de todas as pessoas, queremos hoje dizer a todos os homens e mulheres, em todas as condições em que se encontram, que as portas estão abertas, mais ainda: escancaradas. Se quiserem, aqui está o convite para a maior de todas as comemorações: “Celebremos a festa, não com o velho fermento nem com o fermento da maldade ou da iniquidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade!” (1 Cor 5, 8). Não tenhamos medo de nos expor à Ressurreição de Cristo para que saiamos da morte, das trevas e das doenças. Levantemo-nos e gritemos: Cristo Ressuscitou! Aleluia!

É Páscoa do Senhor! Feliz, verdadeira e Santa Páscoa da Ressurreição!

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