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CONHECENDO A NOSSA FÉ!


POR QUE O VERBO SE FEZ CARNE?

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1, 14).

Deus se fez homem e veio morar conosco! Dignou-se assumir a nossa humanidade para nos resgatar do pecado e da morte. O Infinito se fez finito, o Forte se fez fraco, o Imortal se revestiu de nossa mortalidade. É o maior acontecimento da História da humanidade, mas infelizmente muitos a desconhecem, e outros, pior ainda, a desprezam e zombam dela.

A Encarnação do Verbo, Filho de Deus, não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que Ele seja uma mistura do Divino com o humano. Ele é verdadeiramente homem permanecendo verdadeiro Deus. Jesus assumiu a natureza humana sem perder a divindade.

A liturgia do Advento diz que “Ele veio uma primeira vez revestido de nossa fragilidade para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória Ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos”.

 

  • O Verbo se fez carne para “tornar-nos participantes da vida divina” (2Pedro 1,4).

 

Santo Irineu (†202) disse: “Pois esta é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo, assim, a filiação divina, se torne filho de Deus” (Adv. haer. 3, 19,1).

 

  • O Verbo se fez carne para a nossa salvação.

 

O Credo niceno-constantinopolitano, confessa: “E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem”. O grande santo e Padre da Igreja, São Gregório de Nissa, do século IV, expressou bem: “Doente, nossa natureza precisava ser curada; decaída, ser reerguida; morta, ser ressuscitada. Havíamos perdido a posse do bem, era preciso no-la restituir. Enclausurados nas trevas, era preciso trazer-nos à luz; cativos, esperávamos um salvador; prisioneiros, um socorro; escravos, um libertador. Essas razões eram sem importância? Não eram tais que comoveriam a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana para visitá-la, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz?” (Cat. §457).

“Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (1João 4,10). “O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo” (1João 4,14). “Este apareceu para tirar os pecados” (1João 3,5).

A Carta aos Hebreus fala deste mistério profundo: “Por isso, ao entrar no mundo, ele afirmou: Não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram de teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui… para fazer a tua vontade” (Hebreus 10,5-7; Salmo 40,7-9)”.

 

  • O Verbo se fez carne para que conhecêssemos o amor de Deus.

 

“Nisto manifestou-se o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele” (1João 4,9). “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que crer nEle não pereça, mas tenha a Vida Eterna” (João 3,16).

 

  • O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade.

 

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim…” (Mateus 11,29). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (João 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: “Ouvi-o” (Marcos 9,7). Jesus é o modelo e a norma da Nova Lei: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (João 15,12).

A fé na Encarnação do Filho de Deus é a marca fundamental da fé cristã. São João disse: “Ora quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho” (1João 2,22) “Todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo” (1Jo 4,3. Fonte: https://formacao.cancaonova.com).

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