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A BÍBLIA


A BÍBLIA

Irmãos e irmãs em Cristo Jesus, a Igreja nos convida, neste mês de setembro, a voltarmos nossos olhos e ouvidos, nossos corações e nossas mãos para a BÍBLIA com maior dedicação e tempo.

A Palavra de Deus é um tesouro precioso que podemos encontrar nas nossas vidas. Quando nós baseamos a nossa existência na Bíblia, somos verdadeiramente felizes.

Deus se revela a nós através da Sua Palavra. Com a ajuda da Bíblia, podemos diferenciar o certo do errado, e aprender a viver de maneira que agrada a Deus. A Palavra do Senhor é uma ajuda indispensável para não nos perdermos, nos nutre e nos ilumina, nos ajudando assim a enfrentarmos as dificuldades e as provas de nossa peregrinação terrena.

Em suas reflexões o papa Francisco disse: “A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. Nós a escutamos com os ouvidos e passa ao coração; não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração; e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos essas coisas”. E acrescenta: “Como poderíamos enfrentar a nossa peregrinação terrena, com as suas dificuldades e as suas provas, sem ser regularmente nutridos e iluminados pela Palavra de Deus que ressoa na liturgia?”

Para escutar a Palavra de Deus, é preciso ter também o coração aberto para recebê-la no coração. Deus fala e nós nos colocamos em escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir

Imergidos como estamos na confusão, nas palavras, na pressa, no nosso egoísmo, na mundanidade, com efeito corremos o risco de permanecer surdos à Palavra de Deus, de endurecer o nosso coração e de perder a fidelidade ao Senhor. É necessário deter-se e ouvir. Quando não paramos para ouvir a voz do Senhor acabamos por nos afastarmos, afastamo-nos d'Ele, damos as costas. Uma atitude que comporta consequências: se não se ouve a voz do Senhor, escutam-se outras vozes. E de tanto fechar os ouvidos, tornamo-nos surdos: surdos à Palavra de Deus. Ninguém pode considerar-se imune a esta situação, como evidenciou o Papa dirigindo-se aos fiéis: “Todos nós, se hoje nos detivermos um pouco e olharmos para o nosso coração, veremos quantas vezes fechamos os ouvidos e quantas vezes nos tornamos surdos”. O que comporta esta surdez? Quando um povo, uma comunidade cristã, uma paróquia, uma diocese fecha os ouvidos e se torna surdo à Palavra do Senhor, procura outras vozes, outros senhores e acaba por seguir os ídolos, os ídolos que o mundo, a mundanidade, a sociedade lhe oferecem. Isto é, afastamo-nos do Deus vivo. Mas esta não é a única consequência. Com efeito, o Papa sublinhou que “dar as costas faz com que o nosso coração se endureça. E quando não se ouve, o coração torna-se mais duro, mais fechado em si mesmo, duro e incapaz de receber algo”. Portanto: não só fechamento, mas também dureza de coração. Nesta situação o homem vive naquele mundo, naquele clima que não lhe faz bem, numa realidade que o afasta sempre de Deus.

Cada um de nós hoje pode questionar-se: Detenho-me para ouvir a Palavra de Deus, pego na Bíblia, e será que ela me fala? Estou valorizando e aplicando a Palavra de Deus na minha vida? O meu coração endureceu-se? Afastei-me do Senhor? Perdi a fidelidade ao Senhor e vivo com os ídolos que me oferece a mundanidade de cada dia? Perdi a alegria da maravilha do primeiro encontro com Jesus?

Hoje é um dia para ouvir. “Ouvi, hoje, a voz do Senhor. Não endureçais o vosso coração”. E a sugestão do papa Francisco para a oração pessoal é a seguinte: “Peçamos esta graça: a graça de ouvir para que o nosso coração não se endureça”.

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